O AFROPUNK Brasil 2025 encerrou sua quinta edição neste fim de semana (8 e 9 de novembro) reafirmando Salvador como a capital da música negra e um dos maiores destinos de turismo cultural do país. Realizado no Parque de Exposições, o festival recebeu milhares de pessoas vindas de todos os estados brasileiros e de mais de 25 países, movimentando cerca de R$ 50 milhões na economia local.
Com uma programação marcada pela diversidade e potência da cultura afro-brasileira, o evento contou com apresentações de Tems, BaianaSystem & Sister Nancy, Coco Jones, ÀTTØØXXÁ, Liniker, Péricles, Tatau, Budah & Wyclef Jean, entre outros nomes que incendiaram o palco do festival. A mistura de ritmos, que vai do rap ao R&B, do reggae ao pagode, fez do AFROPUNK um espaço de encontro entre a ancestralidade e a inovação sonora.
No sábado (8), Coco Jones emocionou o público com um show vibrante e cheio de presença, enquanto Budah, acompanhada de Wyclef Jean, protagonizou um dos momentos mais marcantes do evento, unindo rap, soul e representatividade feminina. Já no domingo (9), Tems foi uma das atrações mais esperadas da noite, entregando uma performance intensa e elegante. BaianaSystem, em parceria com Sister Nancy, transformou o palco em uma celebração de energia, som e resistência, com a força característica do som da Bahia.
Mais do que um festival, o AFROPUNK se consolidou como um movimento de afirmação cultural e política, celebrando a negritude, a diversidade e a liberdade de expressão. Em Salvador, o evento cria uma conexão profunda entre o público e a cidade, valorizando as raízes afro-baianas e fortalecendo a economia criativa local. Moda, beleza, gastronomia e empreendedorismo negro também marcaram presença, reforçando o papel do festival como um espaço de circulação de ideias e de fortalecimento da identidade cultural.
A cobertura do portal Verão em Salvador destacou o impacto do evento na cidade — que se transformou, durante o fim de semana, em um grande centro de cultura, arte e celebração da diáspora africana. As ruas, os hotéis, os bares e os pontos turísticos da capital baiana pulsaram com a energia do festival, que mais uma vez projetou Salvador para o mundo como símbolo de resistência, criatividade e potência cultural negra.
Com o sucesso desta edição, o AFROPUNK Brasil 2025 reforça que a Bahia é, além de berço de ritmos e tradições, um palco global para o futuro da música e da cultura afro.